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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O que Caracterizou a Missão Divina do Salvador


Ao estudar a vida do Salvador, aprendemos que Sua característica mais marcante foi o amor que tinha pelas pessoas. A missão do Salvador teve início no amor do Pai Celestial aos Seus filhos.
Em João 3:16 lemos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Assim, claramente entendemos que a maior missão da história do mundo foi ordenada e iniciada por causa do amor de nosso bondoso e cuidadoso Pai Eterno.
Certa ocasião, os fariseus tentaram confundir o Mestre e convenceram um advogado a fazer- Lhe a seguinte pergunta: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei?” E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mateus 22:36–40). Esses dois mandamentos acham-se tão entrelaçados que, na realidade, se tornam um só, ou seja, amarás! Aquele que cumprir o primeiro mandamento, cumprirá os dois, pois se não sentimos amor por nosso semelhante, é impossível agradar a Deus.
Vivemos numa época em que há falta de compreensão entre as pessoas, e a demonstração de amor é extremamente necessária.
Vivemos os dias trabalhosos que o Apóstolo Paulo descreveu a Timóteo.
Quando olhamos para o coração de cada pessoa a quem servimos e procuramos fortalecer sua fé no Senhor Jesus Cristo, por meio de nossos atos de bondade e amor, estamos ministrando à maneira do Salvador.
Ele foi o maior exemplo de serviço e amor ao próximo. Mesmo nos momentos finais de Sua vida, jamais deixou que o amargor Lhe tirasse a oportunidade de servir e amar os que estavam ao Seu redor.
Durante a preparação para a sagrada ceia da última Páscoa, Jesus encontrava-Se tomado de profunda tensão e emoção, pois sabia o que aconteceria imediatamente depois. Com o coração cheio de tais sentimentos, Cristo calmamente ajoelhou-Se para lavar os pés dos Apóstolos. Deixou de lado toda a Sua angústia crescente, para mais uma vez servi-los, amá-los e fortalecê-los. Depois de lavar os pés dos Apóstolos, Ele disse: “Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes” (João 13:12-17). Naquela mesma noite, o Senhor acrescentou: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).
É difícil pensar como Ele poderia, num momento como aquele, falar de bom ânimo. Sabendo de tudo o que Ele iria sofrer, como pôde manter aquela calma e paz no semblante. Em seguida, dirigiu-Se ao jardim onde Se ajoelhou e, prostrando-Se sobre o rosto, clamou com angústia inconcebível para nós: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice” (Mateus 26:39). Mas Ele bem sabia que, por nossa causa, isso não seria possível, e que teria que tomá-lo até o fim. Ao ser ridicularizado e maltratado, expressou as mais doces palavras jamais ouvidas: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).
Todos nós passamos por momentos de temor e insucesso. Sentimo-nos frustrados, pois as coisas acontecem de maneira diferente da que prevíamos, tanto na vida familiar como na vida social. Sentimo-nos às vezes sem forças para prosseguir; sentimo-nos desapontados com nossos irmãos, que parecem nos amar, mas julgamnos erroneamente e nos deixam sós. Mas a nossa força reside na crença deste evangelho maravilhoso e na fé que temos no amor que levou Cristo a sacrificar-Se por nós, a suar gotas de sangue e, por fim, morrer na cruz. Será que existe no mundo maior sofrimento e maior demonstração de amor do que a Dele?
À medida que nosso coração se enche de caridade, tornamo-nos mais parecidos com o Salvador e somos capazes de entender, ao menos em uma mínima parte, o sacrifício que Ele fez por toda a humanidade. O Profeta Morôni nos aconselha o seguinte, a respeito da caridade: “Pois se [um homem] não tem caridade, nada é” (Morôni 7:44). Queridos irmãos, o que isso quer dizer? No meu entender, significa ser generoso e dedicar todos os nossos talentos e nosso tempo para servir às outras pessoas, com abnegação e interesse genuínos. Ao desenvolvermos esse atributo — a caridade — nós nos tornaremos mais bondosos, gentis e harmoniosos, mais amáveis, mais condescendentes e mais altruístas.

Élder Ulisses Soares - Primeiro Conselheiro na Presidência da Área Brasil (Agosto/2008)

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