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terça-feira, 14 de julho de 2009

Somos Instrumentos nas Mãos de Deus


Irmã Mary Ellen Smoot
Presidente Geral da Sociedade de Socorro
(A Liahona out2000)

"Não precisamos de um programa novo para motivar-nos. Precisamos apenas ter o desejo de compartilhar o evangelho e estender a mão aos membros novos e aos menos ativos."

Minhas queridas irmãs, quero começar dizendo o quanto amo vocês. Sinto uma gratidão inexprimível por fazer parte desta grande irmandade, que o Presidente Gordon B. Hinckley disse ser uma família mundial de irmãs. Somos irmãs, e sinto-me constantemente inspirada por sua fé, sua bondade e seu desejo de fazer o que o Senhor espera de vocês.
Agradeço pelo seu serviço e exemplo, e por serem verdadeiramente mulheres de fé, virtude, visão e caridade.
A todos os lugares em que vou, vejo os frutos da Sociedade de Socorro manifestando-se na vida das irmãs da Igreja. Todas somos instrumentos nas mãos de Deus.


Conheci recentemente uma irmã no Estado de Oregon que foi trazida de volta à atividade na Igreja por causa de uma atenciosa professora visitante.
Não tenho dúvidas de que aquela professora visitante deve ter sentido o mesmo que Amon e seus irmãos sentiram ao se alegrarem por terem sido "instrumentos nas mãos de Deus" (Alma 26:3), levando o conhecimento de Cristo aos lamanitas que eram "estranhos a Deus" (Alma 26:9), porque o "valor das almas é grande à vista de Deus". (D&C 18:10)


Em mais de 165 países do mundo, nossas irmãs estão sendo instrumentos nas mãos de Deus. Penso em uma ala do Brasil que recebe membros novos toda semana.
As irmãs daquela Sociedade de Socorro decidiram estabelecer a meta de não deixarem passar mais de uma semana sem que cada irmã recém-batizada recebesse uma visita em sua casa e uma cópia de "A Família: Proclamação ao Mundo" e da Declaração da Sociedade de Socorro. Até agora elas não perderam nenhuma irmã.


Sinto-me maravilhada com uma inspirada presidente da Sociedade de Socorro de uma ala na Coréia, que decidiu visitar todas as irmãs menos ativas de sua ala. Ela já visitou 25 irmãs, e todas com exceção de três voltaram para a igreja.

Irmãs como essas são um testemunho vivo da declaração do Presidente Hinckley de que "nenhum chamado nesta Igreja é ( . . . ) de pouca importância. Todos nós, ao cumprirmos nossas responsabilidades, tocamos a vida de outras pessoas. ( . . . ) Qualquer que seja o seu chamado, ele está tão cheio de oportunidades de fazer o bem quanto o meu. ( . . . ) Nossa tarefa é fazer o bem tal como [o Mestre] o fez". ("This Is the Work of the Master", Ensign, maio de 1995, p. 71.)

Todas podemos realmente ser um instrumento nas mãos de Deus.
Felizmente, não é preciso que todas sejamos o mesmo tipo de instrumento.
Assim como os instrumentos de uma orquestra diferem em tamanho, formato e timbre, nós também somos diferentes umas das outras. Temos diferentes talentos e aptidões, mas assim como a trompa não pode imitar o som do picolo, também não é preciso que todas sirvamos ao Senhor da mesma forma.
A irmã Eliza R. Snow disse que "não há nenhuma irmã que seja tão isolada e cuja esfera de ação seja tão limitada a ponto de não poder fazer muito em prol do estabelecimento do reino de Deus na Terra". (Woman's Exponent, 15 de setembro de 1873, p. 62; grifo da autora.)
Temos, portanto, o privilégio e a responsabilidade, como filhas de Deus e irmãs da Sociedade de Socorro, de tornar-nos o melhor instrumento que pudermos ser.

A Sociedade de Socorro pode ajudar-nos.
O Profeta Joseph, que organizou a Sociedade de Socorro em 1842, deixou bem claro que o propósito dessa organização divinamente inspirada não era apenas auxiliar o pobre, mas também salvar almas. (History of the Church, 5:25.)
Desde seu início, a Sociedade de Socorro já realizou um bem incalculável.
A Sociedade de Socorro proveu o primeiro carregamento de farinha que chegou aos sobreviventes do terremoto de San Francisco, em 1906, e posteriormente forneceu trigo ao governo dos Estados Unidos durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais.
No ano passado, nossas irmãs doaram mais de 140.000 acolchoados para ajudar pessoas necessitadas.
Temos defendido a maternidade e a família, travado uma batalha contra o analfabetismo e prestado incontáveis horas de serviço em todo o mundo. Mas minha mensagem para vocês nesta noite é que o nosso trabalho mais importante ainda está para vir, quando nos unirmos a nossos líderes do sacerdócio para ajudarmos a levar adiante o reino de Deus.


Irmãs, somos necessárias aqui, para o Senhor, para nossos líderes do sacerdócio, para nossa família e para nós mesmas.
O Senhor precisa que aceitemos nosso chamado eterno e cumpramos a medida de nossa criação.
Ele precisa que voltemos para o nosso lugar na Sociedade de Socorro e procuremos maneiras de servir ao próximo em nome de Sua organização de mulheres, e que trabalhemos juntas como irmãs, ajudando o reino do evangelho a progredir.
A Sociedade de Socorro sem dúvida alguma nos ajudará a servir nossa própria família e servir umas às outras de uma forma que nenhum outro clube ou organização será capaz de fazer.


O Presidente Spencer W. Kimball disse: "No mundo pré-mortal, as mulheres fiéis receberam certas designações. ( . . . ) Embora não nos lembremos dos detalhes, isso não altera a gloriosa realidade do que concordamos em fazer. Somos responsáveis pelas coisas que há muito foram exigidas de nós". ("The Role of Righteous Women", Ensign, novembro de 1979, p. 102.)
Mas como podemos fazê-lo? Em meio às pressões da vida, como podemos tornar-nos o melhor instrumento que podemos ser nas mãos do Senhor? Há muito que podemos aprender com os filhos de Mosias e na Declaração da Sociedade de Socorro.

Número 1.
Nossa própria conversão deve vir em primeiro lugar.
A conversão mais importante para todas nós é a nossa própria.
Se quisermos levar a luz do evangelho à vida de outras pessoas, ela precisa estar brilhando bem forte em nossa própria vida.
Uma vez convertidos, os filhos de Mosias trabalharam sem cessar para levar o evangelho a outras pessoas, porque "não podiam suportar que qualquer alma humana se perdesse". (Mosias 28:3)
Só quando nós formos convertidas ao Senhor Jesus Cristo, estaremos em posição de fortalecer outras pessoas. E só então começaremos a compreender que nossa vida realmente tem significado, propósito e direção, e que unidas como irmãs em nossa devoção a Jesus Cristo, temos o chamado de ser uma luz para o mundo.


Número 2.
Tal como os filhos de Mosias, precisamos "[fortalecer-nos] no conhecimento da verdade". (Alma 17:2) Aqueles irmãos estudavam continuamente o evangelho. Por meio de jejum e oração, entregando-se completamente ao estudo das escrituras, eles chegaram a saber que Jesus é o Cristo e aprenderam a ouvir Sua voz.

Da mesma forma, como irmãs da Sociedade de Socorro, devemos esforçar-nos para aumentar nosso testemunho de Jesus Cristo, por meio da oração e do estudo das escrituras; e buscar força espiritual, obedecendo aos sussurros do Espírito Santo.

É quase impossível ser um instrumento eficaz em nossa própria família, com nossos vizinhos ou mesmo do púlpito a menos que possamos discernir os sussurros do Espírito Santo.
Amon conseguiu discernir os pensamentos do rei lamanita porque estava vivendo de modo a ter a companhia do Senhor. (Ver Alma 18:16.)

A capacidade de ouvir a voz do Espírito depende de nossa disposição de guardar os mandamentos, porque "quando recebemos uma bênção de Deus, é por obediência à lei na qual ela se baseia". (D&C 130:21)
Se quisermos sentir a inexprimível alegria proporcionada pelo evangelho e sentir a misericórdia expiatória de Cristo, o único caminho para isso é a obediência a todos os mandamentos, não apenas a uma parte deles.

Já recebemos as incontáveis bênçãos decorrentes da realização de uma reunião familiar semanal, do estudo diário das escrituras e da oração diária?
Será que compreendemos as duradouras bênçãos que nos esperam por guardarmos nossos convênios e enchermos nossa mente apenas com coisas que sejam "virtuosas, amáveis ou de boa fama"? (Regras de Fé 1:13)
Quando a obediência se torna o nosso objetivo, ela deixa de ser um motivo de irritação.


A Sociedade de Socorro pode ajudar-nos a viver de acordo com as leis divinas e a achegar-nos mais a Deus.
Imaginem todo o bem que encheria a Terra se, sob a direção do sacerdócio, este círculo de mulheres justas se unisse para levar a efeito propósitos dignos!
Quando servimos unidas umas às outras e a todos os filhos do Pai, podemos ser instrumentos nas mãos de Deus, não apenas para aliviar o sofrimento físico, mas também, e mais importante, para socorrer os espiritualmente carentes.


Número 3.
O serviço é a chave para tornar-nos um instrumento eficaz.
Os filhos de Mosias decidiram servir os lamanitas em vez de assumir a liderança do reino do pai deles. Em muitas ocasiões, o serviço que prestaram abrandou o coração dos lamanitas e os tornou receptivos ao evangelho. Quando os servos de Lamôni estavam narrando os feitos de Amon ao combater os assaltantes, o próprio Amon estava no estábulo alimentando os cavalos e servindo o rei. (Ver Alma 18:9­10.)

Nós também nos alegramos no serviço e nas boas obras.
O serviço abranda e abre o coração das pessoas, porque ele é realmente o evangelho em ação. Conheço uma ala no Arizona em que três famílias estão atualmente pesquisando a Igreja, e todas elas são um resultado direto do serviço caridoso prestado pela Sociedade de Socorro.


A Sociedade de Socorro oferece-nos inúmeras oportunidades para desenvolvermos e exercermos o puro amor de Cristo em todos os aspectos de nossa vida.
Por exemplo: As reuniões de aprimoramento pessoal, familiar e doméstico proporcionam um ambiente ideal para aprendermos e servirmos juntas.
O serviço é o evangelho de Jesus Cristo em ação, porque ele abençoa tanto a pessoa que o executa quanto a que o recebe.
Peço-lhes que procurem um meio de canalizarem seu serviço por intermédio da organização da Sociedade de Socorro, sabendo que o serviço é um dos meios mais eficazes de abençoarmos as pessoas tanto física quanto espiritualmente.


Número 4.
O amor deve ser a motivação de tudo o que fazemos.
Como irmãs da Sociedade de Socorro, amamos o Senhor, amamos nossa família, amamos a vida e o aprendizado e amamos umas às outras.
O pai de Lamôni, que era rei dos lamanitas, abrandou seu coração quando viu quão sinceramente Amon amava seu filho. No final, o amor de Amon propiciou a conversão da família de Lamôni. (Ver Alma 20:26­27.)
Nossa primeira e maior preocupação com respeito ao trabalho de conversão, retenção e ativação precisa ser dirigido à nossa própria família.


Nisso também a Sociedade de Socorro pode ajudar.
A irmã Elsa Bluhm, que hoje tem 102 anos de idade, sabia que o evangelho era verdadeiro. Ela amava o Senhor. Conheceu um bom homem da Alemanha, que não era membro da Igreja, e casou-se com ele. Seu marido nunca havia aprendido a orar. Elsa ajoelhava-se ao lado da cama, todas as noites, segurava a mão dele e orava. Depois de muitos anos, ele filiou-se à Igreja, os dois foram selados no templo. Antes de falecer, o irmão Bluhm tornou-se um instrumento nas mãos de Deus, pesquisando seus antepassados alemães.

Esse final feliz começou com o exemplo constante, amoroso e justo de uma mulher. Elsa convidou o Espírito a seu lar e a seu casamento, amando o marido e o Senhor. Ela era fiel e tinha muita fé, mesmo quando se sentia solitária. Foi um instrumento nas mãos de Deus em sua própria casa.

Para cada uma de nós, os exemplos justos talvez pareçam pequenos, mas sua influência é muito grande.
Para todos que estejam em nossa esfera de influência "sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza". (I Timóteo 4:12)
Permita que outras pessoas sintam a paz e a alegria que o evangelho proporciona em sua vida. Convide seus amigos que não sejam membros ou sejam membros menos ativos a participarem de sua reunião familiar. Leve-os para a Igreja e seja um bom exemplo de reverência para eles. Faça com que saibam que você não assiste a programas de televisão, filmes nem visita sites da Internet que afastem o Espírito e a tornem um instrumento menos eficaz.


O Presidente Hinckley pediu-nos muitas vezes que nos tornemos melhores missionários, e o Élder M. Russell Ballard do Quórum dos Doze Apóstolos explicou que para o programa missionário da Igreja realizar tudo o que precisa, as irmãs também devem participar do trabalho.
Não precisamos de um programa novo para motivar-nos.
Precisamos apenas ter o desejo de compartilhar o evangelho e estender a mão aos membros novos e aos menos ativos nos programas que já existem. Quer estejamos servindo como professora visitante planejando uma reunião de aprimoramento pessoal, familiar e doméstico; ensinando as crianças na Primária, ou liderando as jovens, podemos encontrar maneiras de tocar o coração daqueles que são novos na fé, dos que se tornaram enfraquecidos na fé ou dos que ainda não encontraram a verdade. Podemos ser instrumentos para ajudar a reunir as ovelhas do Senhor de volta ao redil.


Sei que podemos fazê-lo.
Aquecemos dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo com nossos acolchoados feitos em casa.
Demonstramos nossa disposição em servir, doar e amar.
Agora, que possamos encontrar maneiras de oferecer a dádiva do evangelho aos que necessitam de calor espiritual.


Ao voltarem para casa nesta noite, peço-lhes que reservem um tempo para escrever os sentimentos que tiveram no coração nesta reunião.
Peço-lhes que pensem em maneiras específicas pelas quais possam ser um instrumento nas mãos de Deus.
Peço-lhes que visualizem as bênçãos que estão reservadas para vocês por sua obediência nesta vida e por toda a eternidade.
E peço-lhes que coloquem seu próprio nome neste versículo das escrituras e saibam com toda a sua alma que Deus as ama: "Continue pregando em favor de Sião, com espírito de mansidão, confessando-me perante o mundo; e sustentá-[la]-ei como sobre asas de águias; e [você] obterá glória e honra para si [mesma] e para o meu nome". (D&C 124:18)
Sei que o evangelho é verdadeiro. Sei que este trabalho é do Senhor. Sei que Jesus é o Cristo e que temos um profeta verdadeiro na Terra hoje. Doce é o trabalho que realizamos. Presto esse humilde testemunho, em nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Amém.

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