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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um Pai Que Amava Seu Filho


"Durante toda a minha vida, desde que era menino, tive sérios desentendimentos com meu pai.
Um dia, quando eu já contava dezesset anos, tivemos uma discussão particularmente violente e disse-lhe: 'Essa foi a gota que transborda. Vou-me embora e nunca mais voltarei!' Assim dizendo, fui para o meu quarto e fiz as malas. Minha mãe implorou-me que ficasse, mas estava zangado e contrariado demais para ouví-la. Deixei-a, chorando, à porta.
Enquanto atravessava o jardim, quase chegando ao portão, ouvi meu pai chamar-me:
'...sei que grande parte da culpa de você deixar nossa casa é minha. Sinto muitíssimo por isso. Mas quero que você saiba que, se desejar voltar para casa algum dia, será sempre bem-vindo. E tentarei ser melhor pai para você. Finalmente, quero que saiba que sempre o amarei.'
Nada respondi; fui para a rodoviária, onde comprei uma passagem para o lugar mais distante que havia de minha cidade.
Contudo, enquanto estava sentado naquele ônibus, vendo-o devorar os quilômetros, comecei a pensar nas palavars do meu pai.
Compreendi quanta maturidade, quanta bondade e quanto amor ele precisou reunir para fazer o que havia feito.
Ele havia pedido desculpas; havia me convidado a voltar e deixou as palavras soando em meus ouvidos:'Eu o amo'.
Foi então que compreendi que devia dar o passo seguinte; sabia que a única forma de ficar em paz comigo mesmo seria demonstrando-lhe o mesmo tipo de maturidade, bondade e amor que havia demonstrado a mim.
Desci do ônibus, comprei uma passagem de volta e fui para casa.
Cheguei pouco depois da meia-noite, entrei em casa e acendi as luzes.
Ali, na cadeira de balanço estava meu pai sentado, com a cabeça apoiada nas mãos.
Quando a ergueu e me viu, levantou-se e ambos corremos um para os braços do outro.
Aquele foi o começo de um novo relacionamento entre nós.
Os últimos anos que passei em casa foram os mais felizes da minha vida."
(O Salvador, O Sacerdócio e Você, p. 137)

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