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domingo, 21 de março de 2010

O Ensino do Evangelho

 Um escritor conhecido nacionalmente escreveu um livro a respeito do melhor professor que já teve. A razão pela qual esse professor exerceu tamanha influência sobre seu aluno residia no fato de que o aluno tinha plena convicção de que esse professor realmente se preocupava com ele e queria que seu aluno aprendesse e fizesse tudo o que o ajudasse a encontrar a felicidade. 
O autor termina sua homenagem com a seguinte pergunta: "Você já teve um professor de verdade? Alguém que o visse como uma matéria bruta, mas preciosa, uma jóia que, com sabedoria, poderia ser lapidada para tornar-se indiscutivelmente bela? Se você tiver a sorte de encontrar um professor assim, sempre acabará voltando a procurá-lo." (Mitch Albom, Tuesdays with Morrie, (1997), p. 192.)
(...)  Há muitas formas diferentes de ensinar, mas todo bom ensinamento baseia-se em certos princípios fundamentais. Sem querer ser exaustivo, gostaria de citar seis princípios fundamentais sobre o ensino do evangelho e tecer alguns comentários. 

O primeiro é o amor. Quando recebemos um chamado para ensinar, devemos aceitá-lo e ensinar por causa do nosso amor a Deus, o Pai Eterno e Seu Filho, Jesus Cristo. 
Além disso, um professor do evangelho deve sempre ensinar seus alunos com amor. Somos ensinados que devemos orar "com toda a energia de [nosso] coração, [para que sejamos] cheios desse amor". (Morô. 7:48) O amor a Deus e a Seus filhos é a razão mais importante para prestarmos serviço. Os que ensinam com amor serão magnificados como intrumentos nas mãos do Senhor a quem servem.
Segundo: Um professor do evangelho, como o Mestre que servimos, concentra-se inteiramente naqueles que está ensinando. Toda a sua concentração está voltada para as necessidades das ovelhas - para o bem dos alunos. 
Um professor do evangelho não se concentra em si mesmo. Aquele que entende esse princípio não irá encarar seu chamado como o ato de simplesmente "dar uma aula", porque essa definição vê o ensino sob o ponto de vista do professor, não do aluno.
Concentrando-se nas necessidades dos alunos, um professor do evangelho jamais terá sua visão do Mestre obscurecida por querer se autopromover ou por buscar seus próprios interesses durante a aula. 
Isso significa que um professor do evangelho nunca deve se comprazer em artimanhas sacerdotais, que significa "o homem pregar e estabelecer-se como uma luz para o mundo, a fim de obter lucros e louvor do mundo". (2 Né. 26:29) Um professor do evangelho não prega a fim de "[tornar-se] popular" (Alma 1:3) ou "por causa de riquezas e honrarias". (Alma 1:16) Ele segue o maravilhoso exemplo do Livro de Mórmon no qual "o pregador não era melhor que o ouvinte nem o mestre melhor que o discípulo". (Alma 1:26) Ambos olharão sempre para o Mestre.
Terceiro: Um professor do evangelho bem qualificado ensina o material prescrito no curso, dando grande ênfase no ensino da doutrina, princípios e convênios do evangelho de Jesus Cristo...
Quarto: O professor do evangelho deve preparar-se diligentemente e procurar usar os meios mais eficazes de dar as aulas prescritas.
O Quinto princípio fundamental do ensino do evangelho que gostaria de apresentar é o mandamento do Senhor, citado anteriormente, de que os professores do evangelho devem "[ensinar] os princípios do [ . . . ] evangelho ( . . . ) conforme forem dirigidos pelo Espírito. ( . . . ) e se não [receberem] o Espírito, não [ensinarão]". (D&C 42:12­14) É privilégio e dever do professor do evangelho buscar esse nível de discipulado onde seus ensinamentos serão orientados e corroborados pelo Espírito em vez de serem rigidamente selecionados e preparados de acordo com a conveniência e qualificações do professor. 
Os excelentes princípios de "Ensino e Liderança no Evangelho" no novo Manual de Instruções da Igreja incluem o seguinte:
"Os professores e alunos devem buscar o Espírito durante a aula. Uma pessoa pode ensinar verdades profundas, e os alunos podem participar de discussões extremamente estimulantes, mas a menos que o Espírito esteja presente, essas coisas não deixarão uma impressão profunda na alma. ( . . . )
Quando o Espírito está presente no ensino do evangelho 'o poder do Espírito Santo leva [a mensagem] ao coração dos filhos dos homens'." (2 Néfi 33:1)
O Presidente Hinckley falou sobre uma conseqüência importante da obediência ao mandamento de ensinar pelo Espírito quando fez o seguinte desafio:
"Devemos ( . . . ) fazer com que os professores falem mais sobre o que vai em seu coração do que o que lêem nos livros, e exprimam seu amor ao Senhor e a essa obra maravilhosa, pois assim, de algum modo, seus ensinamentos tocarão profundamente o coração daqueles que ensinam."
Esse é nosso objetivo: fazer com que o amor de Deus e o compromisso com o evangelho de Jesus Cristo toquem o coração daqueles que ensinamos.
Isso nos leva ao sexto princípio. O professor do evangelho preocupa-se com os resultados de seu ensino e avalia o sucesso desse ensino e de seu testemunho pelo impacto causado na vida dos alunos.
O professor do evangelho jamais ficará satisfeito em apenas transmitir uma mensagem ou fazer um sermão. Um bom professor do evangelho quer ajudar na obra do Senhor de conceder a vida eterna a Seus filhos.
O Presidente Harold B. Lee disse: "O chamado do professor do evangelho é um dos mais nobres do mundo. Um bom professor pode fazer toda a diferença com respeito à inspiração de meninos e meninas, homens e mulheres, para mudar sua vida e cumprir seu destino mais excelente. 
A importância do professor foi magnificamente descrita por Daniel Webster quando disse: 'Se trabalharmos no mármore, ele estragará; se trabalharmos em latão, o tempo o destruirá; mas se trabalharmos na mente imortal das pessoas, se embutirmos nelas os princípios, o temor a Deus e o amor a nosso semelhante, gravaremos na mente delas algo que brilhará por toda a eternidade'"
Élder Dallin H. Oaks Fonte A Lihona Out 99

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