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quinta-feira, 25 de março de 2010

Ressurreição


A "viva esperança" que nos é concedida pela ressurreição é a nossa convicção de que a morte não é o fim de nossa existência como seres individuais mas apenas um passo necessário na transição da mortalidade para a imortalidade. 
Essa esperança muda toda a nossa visão da vida mortal. 
A certeza da ressurreição e imortalidade afeta o modo como encaramos as dificuldades físicas da mortalidade, como vivemos nossa vida mortal e como nos relacionamos com as pessoas a nosso redor.
A certeza da ressurreição nos dá forças e visão para suportar as dificuldades mortais que cada um de nós e nossos entes queridos precisamos enfrentar, tais como as deficiências físicas, mentais ou emocionais que trazemos conosco no nascimento ou que adquirimos durante a vida mortal. Graças à ressurreição, sabemos que essas deficiências mortais são apenas temporárias!
A certeza da ressurreição também nos proporciona um vigoroso incentivo para cumprirmos os mandamentos de Deus durante a vida mortal. 
A ressurreição é muito mais do que a simples reunião do espírito a um corpo aprisionado pela sepultura. Aprendemos no Livro de Mórmon que a ressurreição é uma restauração que restitui "o carnal ao carnal" e "o bom ao que é bom". (Alma 41:13; ver também os versículos 2­4 e Helamã 14:31.) O Profeta Amuleque ensinou: "O mesmo espírito que possuir vosso corpo quando deixardes esta vida, esse mesmo espírito terá poder para possuir vosso corpo naquele mundo eterno". (Alma 34:34) Conseqüentemente, quando as pessoas deixam esta vida e vão para a próxima, "os justos ainda serão justos". (2 Néfi 9:16) e "qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida, surgirá conosco na ressurreição". (D&C 130:18)
O princípio da restauração também significa que as pessoas que não são justas na vida mortal não se tornarão justas na ressurreição. (Ver 2 Néfi 9:16; I Coríntios 15:35­44; D&C 88:27­32.) Além disso, a menos que nossos pecados mortais tenham sido purificados e apagados pelo arrependimento e perdão (ver Alma 5:21; 2 Néfi 9:45­46; D&C 58:42), seremos ressuscitados com uma "viva lembrança" (Alma 11:43) e "um conhecimento perfeito de todas as nossas culpas e nossa impureza" (2 Néfi 9:14; ver também Alma 5:18). A gravidade dessa verdade é salientada por muitas escrituras que indicam que imediatamente após a ressurreição virá o julgamento final. (Ver 2 Néfi 9:15, 22; Mosias 26:25; Alma 11:43­44, 42:23; Mórmon 7:6, 9:13­14.) De fato, "esta vida é o tempo para os homens prepararem-se para encontrar Deus". (Alma 34:32)
A certeza dessa ressurreição incluirá a oportunidade de estarmos com nossos familiares: Marido, mulher, pais, irmãos e irmãs, filhos e netos. 
Esse é um vigoroso incentivo para que cumpramos nossas responsabilidades familiares na mortalidade. Ajuda-nos a viver juntos com amor nesta vida, aguardando a alegria de podermos nos reunir e nos encontrar novamente na próxima.
Nossa certeza de uma ressurreição para a imortalidade também nos proporciona a coragem para enfrentarmos a própria morte, mesmo aquela que podemos chamar de prematura. 
Foi assim que o povo de Amon do Livro de Mórmon "nunca consideraram a morte com qualquer grau de terror, graças à sua esperança e compreensão de Cristo e da ressurreição; portanto, para eles a morte foi tragada pela vitória de Cristo sobre ela". (Alma 27:28)
A certeza da imortalidade também nos ajuda a suportar a separação mortal que ocorre na morte de um de nossos entes queridos. 
Todos já choramos uma morte, entristecemo-nos em um funeral ou sofremos ao lado de uma sepultura. Eu certamente já o fiz. Todos devemos louvar a Deus pela garantia da ressurreição que torna nossa separação mortal temporária e nos dá esperança e forças para seguir adiante. 
(...)
Élder Dallin H. Oaks 

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