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terça-feira, 21 de abril de 2009

Fé Para Cruzar O Rio (Adam C. Olson - Revistas da Igreja)


Rio OCOA
(Foto:http://www.flickr.com/photos/laindiadelcibao/3361981221/)

Na escuridão de uma tarde de tempestade, Rafael Mateo e seu filho, Whalincon (conhecido como “Whally”), fizeram uma pausa e olharam para as águas turbulentas do rio que subira muito com a chuva.
Rafael, primeiro conselheiro na presidência do ramo, e Whally, o presidente do quórum de élderes do ramo, estavam voltando para casa depois de um domingo cheio de reuniões na sua capela em San José de Ocoa, na República Dominicana.
Já estavam encharcados por terem caminhado sob o temporal, e o Rio Ocoa, que havia transbordado, criara uma perigosa barreira que separava a capela da casa deles.
Durante a estação seca a caminhada de 6 quilômetros descendo da capela, que ficava em um dos lados do vale, até a casa deles, nos montes que ficavam do outro lado, geralmente durava uma hora. Mas quando o rio enchia na estação chuvosa, Rafael e sua família tinham que usar um desvio de 15 quilômetros, levando três horas para encontrar um lugar em que poderiam atravessar o rio com certa segurança.
Rafael já perdera a conta de quantas vezes trilhara aquele caminho. Havia cruzado o rio todos os dias por 12 anos, para trabalhar. O fato de ter sido chamado dois meses após seu batismo para servir como presidente do ramo, um chamado que ocupou por seis anos, apenas aumentou o número de viagens. Depois disso, recebeu o chamado de presidente do quórum de élderes. Tinha,
então, sido chamado de volta para a presidência do ramo.
Mas o fato de conhecer bem o rio não diminuía o perigo, e a rápida correnteza dos rios que haviam transbordado poderia ser tão mortal quanto a do rio principal.
Havia pouco tempo, um vizinho tinha sido arrastado pela correnteza de um rio que transbordara, morrendo afogado no estreito canal.
Pai e filho hesitaram à beira da correnteza. Então, Rafael deu um passo adiante. O rio não era largo, mas como havia canalizado muita água, tinha-se tornado surpreendentemente fundo. A correnteza fria e rápida primeiro chegou a seus joelhos, depois a sua cintura e pouco depois chegou à altura do peito.
Rafael sabia que estava em apuros. O leito do rio era escorregadio e acidentado, e a vigorosa correnteza ameaçava desequilibrá-lo.
Na metade do caminho, ele usou todas as suas forças para continuar de pé, mas descobriu que não conseguia ir nem para frente nem para trás.
Assim que ele sentiu que estava fraco demais para continuar lutando contra a correnteza, sentiu um empurrão que o lançou em direção à margem oposta.
Foi só quando chegou ao outro lado que se deu conta de que seu salvador não tinha sido Whally, que ainda estava na margem oposta.
Ele atribui seu resgate ao poder do mesmo Salvador que o ajudou a sobreviver à força ameaçadora de outras provações, tanto físicas quanto espirituais.
“Tive muitas vezes que entrar até o peito no rio a serviço do Senhor”, diz o irmão Mateo. “Mas tenho uma grande dívida para com o Senhor. Ele me deu não apenas a oportunidade de servi-Lo mas também a capacidade de perseverar.”
Tal como o rei Davi, o irmão Mateo sabe que o Salvador [lhe] tomou; tirou-[lhe] das muitas águas. Livrou-[lhe] do [seu] inimigo forte” (Salmos 18:16–17).
Esse testemunho o susteve durante provações mais sutis, porém tão reais quanto a travessia do rio naquela tarde de tempestade junto com Whally.
Apesar dos custos da viagem, o irmão Mateo, sua esposa Altagracia e três de seus filhos foram selados no templo, em 2001.
Desde aquela época, eles têm-se sacrificado para economizar dinheiro suficiente para ir ao templo pelo menos duas vezes por ano.
O trabalho e o sacrifício, tanto físico quanto espiritual, valem a pena para o irmão Mateo.
“Não é difícil quando sabemos qual é o propósito”, diz ele. “Estamos lutando por algo mais sublime do que as coisas do mundo."


“Lembrem-se de que esta obra não é apenas sua ou minha. É a obra do Senhor, e quando estamos a serviço do Senhor, (…) temos o direito de receber a ajuda Dele.”
Presidente Thomas S. Monson, “O Sagrado Chamado ao Serviço”, A Liahona e Ensign, maio de 2005, p. 56.

Fonte: A Liahona jan/2009

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