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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Namoro Contínuo

 Obra de Edmund Blair Leighton
Eu gostaria de incentivar o namoro contínuo e aplicar esse princípio aos adultos. Muitos casais chegam ao altar matrimonial encarando a cerimônia do casamento como o fim do namoro, em vez do início de um namoro eterno. 
Não esqueçamos que, durante as dificuldades da vida no lar — e elas por certo virão — palavras ternas e carinhosas e gestos gentis são ainda mais apreciados do que nos dias e meses doces do namoro. É depois da
cerimônia e durante as tribulações que surgem diariamente no lar que um “obrigado”, um “perdão” ou um “por favor” por parte do marido ou da mulher fortalecem o amor que os conduziu ao altar. 
Convém ter sempre em mente que o amor pode morrer de inanição de modo tão literal quanto o corpo que não é alimentado. 
O amor é nutrido pela bondade e a cortesia.
É significativo observar que a primeira frase do que hoje todo o mundo cristão chama de o Salmo do Amor diz: “O amor é sofredor, é benigno”. [Ver I Coríntios 13:4.] A aliança de casamento não dá ao homem o direito de ser cruel ou descortês, e nenhuma mulher tem o direito de ser desleixada, irritadiça ou desagradável.
O outro fator que eu gostaria de mencionar que contribui para um casamento feliz é o autocontrole
Há pequenas coisas que acontecem no dia-a-dia que os irritam e que vocês externam ao outro sem hesitar, com rispidez, em voz alta, o que acaba por magoá-lo. 
Não conheço nenhuma virtude que contribua mais para a felicidade e a paz no lar do que a grande qualidade do autocontrole no falar. Abstenham-se de dizer as palavras ásperas que vierem a sua mente no momento em que estiverem irritados ou virem algo no cônjuge que os ofenda. 
Alguém disse que durante o namoro devemos manter os olhos bem abertos, mas depois do casamento devemos conservá-los semicerrados. (...) “O casamento é uma relação que não sobrevive ao egoísmo, à impaciência, à dominação, à desigualdade e ao desrespeito.
O casamento é uma relação que floresce na aceitação, na igualdade, no altruísmo, na doação, no auxílio mútuo, no cumprimento do dever de cada um, no aprendizado conjunto, na apreciação do humor.”
Minimizem as falhas, exaltem as virtudes. 
Depois que o encanto da lua-de-mel se desfaz, os cônjuges começam a enxergar as fraquezas e idiossincrasias um do outro que não haviam percebido antes. A mulher passa a lidar com as responsabilidades da maternidade. Surgem as dificuldades do pagamento das dívidas. Assim, adquirimos a tendência a achar falhas um no outro. 
Aprendamos a controlar-nos nesse aspecto. (...)
Não tenho a menor dúvida de que num casamento não pode haver paz, amor, pureza, castidade e felicidade se o Espírito de Cristo não estiver presente, nem o empenho a cada dia e a cada instante rumo à obediência amorosa aos mandamentos divinos e, principalmente, a oração noturna que externa gratidão pelas bênçãos recebidas.
Pres. David O. McKay

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